Viajar de avião Grávida | 8 Dicas Indispensáveis

Como viajar grávida? É uma interrogação tão grande para as futuras mamães que resolvi, com minha experiência de #GravidaPeloMundo, em escrever e dar dicas indispensáveis.

Como eu já falei em uma pequena nota nesse post, eu repito aqui – Viajar de avião  é, como o trem, a forma mais segura e confortável de viajar e ainda mais se estiver grávida.

Quando engravidei a primeira vez, ficamos assustados e sem nenhum relato de mulheres grávidas viajando, decidimos juntos, eu e o Bruno, cancelar a viagem pela Ásia. Era a viagem dos nossos sonhos, percorrendo a Ásia, da Índia até o Japão, da China até as pequenas ilhas entre Ásia e Oceania, durante mais de 6 meses. Era o primeiro passo da nossa volta ao mundo. Na época, não sabíamos nada sobre gravidez, viagens longas e muito menos sobre “viagem durante a gravidez“.

Finalmente, iniciei as viagens grávida quando fomos, em julho 2014 para o Peru, viajando durante mais de 3 semanas.  Na verdade, ja tínhamos viajado pelo Brasil, a Argentina e o Paraguai sem saber que já estava grávida, ou melhor, estávamos grávidos. Foi tão gostoso que não paramos. É assim que viajei por muitos lugares e por mais de 20 países grávida, e depois, grávida de novo e já com a Ella nos Braços, ou seja, nível mais difícil; carregando uma barriga e um bebê de 7 até 15 meses. 

Depois de já ter adquirido experiência nesse quesito, listei os pontos indispensáveis para viajar de avião grávida. Existem vários pontos, como a hora do check-in, filas – e quem tem prioridade? A gestante? Será que tem prioridade de assento, como tudo isso funciona?

Viajar de avião grávida?

Como eu sempre falo quando as pessoas me perguntam “Por que não é recomendado que as gestantes viajem dependendo do mês da gestação?” Eu respondo que isso se deve ao fato de que o problema não é o voo em si e sim que dependendo da duração do voo, a gestante vai estar sem ter para onde ser levada em caso de problemas ocorrerem. Mas ainda assim, a melhor época para se viajar na gravidez é entre 3 e 7 meses. No início desse período, os esforços não causam dobragens no útero, e então, a probabilidade de um aborto é mais fraca. Também, é a partir do terceiro mês que os sintomas da gravidez desaparecem e que então conseguimos viajar sem correr o risco de vomitar em todos os lados. :-) A partir do sexto mês, as companhias aéreas começam a limitar as viagens para gestantes para não correrem o risco de terem um parto dentro dos aviões. Na verdade, não é por que não querem que os bebês nasçam dentro dos aviões, mas sim porque um nascimento nesse período é possivelmente fatal, e ainda por cima no ar. As companhias não querem correr o risco de verem uma gestante e o seu bebê perderem a vida. 

#01 – Companhias aéreas e suas exigências

As principais companhias aéreas aceitam as mulheres grávidas até o oitavo mês de gravidez. Algumas, como a AirFrance, aceitam também durante o último mês, se tudo estiver indo bem, e claro, com um certificado do próprio serviço médico da companhia.  Porém, a partir do sétimo mês, a grande maioria pede um certificado do médico (médico da família) certificando de que a gravidez não corre risco e que a viagem de avião não é contra indicada, mencionando também o termo da gravidez. Algumas outras, como as companhias low-cost, pedem muito mais e não permitem a viagem após 32ª semana de gravidez.  É importante verificar as condições de cada uma antes da comprar a passagem para não terem problemas e serem impedidas de embarcar no avião.

Durante o nosso tour pela Ásia, grávida de 3 meses no início da viagem e de 8 meses no fim da viagem, por falta de certificado e por culpa das regras da AirAsia, principal companhia Low Cost, fugi durante os últimos meses, estando grávida de 22 semanas. Foram mais de 10 voos assim. 😉

air france

http://goo.gl/64lrKM

Viajar de aviao gravida - Voyager en avion enceinte

#02 – Cuidados médicos para você e o bebê

Eu sempre fiz minhas consultas conforme deveria para saber se estava tudo bem com o bebê e comigo, e se o médico não liberar, é bom ouvi-lo, e claro, fazer os exames sanguíneos completos. Qualquer tipo de complicação pode ser um motivo para nem viajar, como pressão alta e já ter tido partos prematuros.

Uma outra coisa que eu fazia era sempre ter um atestado médico, nunca é demais se prevenir, por que as cias aéreas podem exigir, não pedir mas sim exigir um atestado, ou seja, se exigirem e você não tiver, acaba sendo até vetada de embarcar, mas eu nunca precisei usar, sempre falava que estava grávida de apenas 22 semanas e fiz um tour na Ásia inteira tranquilamente. Pode ser que precise ou pode ser que não, mas eu nunca precisei.

O Bruno nunca me deixava esquecer da minha listinha de ouro, a lista de medicamentos que eu iria precisar. É super importante até porque nunca se sabe se no local de destino eles vão ter o medicamento que precisamos e pensando que uma gestante não pode ingerir qualquer coisa!

Não ter vergonha de pedir e perguntar o que pode ser oferecido quando gestante é primordial. Algumas cias aéreas ou até mesmo os próprios funcionários durante um voo podem mimar a grávida um pouquinho a mais então, peça e talvez ganhe uma toalhinha úmida com água quente e outros cuidados.

gravida hospital

http://goo.gl/8SJKi8

#03 – Termos de responsabilidade pela cia aérea

Algumas empresas oferecem atendimento preferencial para as gestantes e dependendo de quanto tempo de gestação a gestante estiver, nem precisa de atestado médico mas se já tiver uns 7 ou 8 meses, algumas vão até dar um termo de responsabilidade  para que a própria gestante assine alegando que está tudo bem. Claro que se já estiver com mais do que isso, no último mês, não poderá embarcar, a não ser em última instância. Eu mesma, sempre fiz isso durante os meus 5 meses na Ásia.

#04 – Os assentos: primeiras fileiras ou assentos próximos aos toaletes?

Uma dica que eu posso dar é que dependendo do seu grau de necessidade de toalete, você possa sentar próximo ao toalete, isso pode facilitar a ida mas eu mesma não costumo fazer isso, apesar de ter visto que muitas outras fazem. Eu aconselho mesmo o que sempre faço: é pegar os lugares das primeiras fileiras que têm mais espaço. O conforto até ajuda a diminuir a vontade de ir ao banheiro e também é onde nós tínhamos a opção de solicitar berços, algumas cias aéreas disponibilizam e eles ficam acoplados na parede e o seu baby fica bem pertinho de você, esse é o meu conselho. 😉   

Agora o que eu repito para facilitar a vida é usar roupas leves e fáceis de tirar, como vestidos, aí sim, porque quando eu precisava ir ao toalete em um voo era simplesmente levantar, ir e sem nenhuma dificuldade ter conforto na hora do banheiro.

#05 – Pôr roupas confortáveis

As viagens em geral, que sejam de avião, de trem ou ainda de carro necessitam bastante de se ter paciência e de serem confortáveis, por isso, aconselho o uso de roupas confortáveis: roupas não tão apertadas e leves. Precisam ser roupas nas quais se sinta bem, e também fresquinha. Eu sempre sinto frio dentro dos aviões, mesmo se lá fora estiver fazendo 30 graus.

Eu já viajei de calça jeans, de vestido, de short e recomendo viajar sempre que der de vestido ou de calça leve. Na Ásia, viajamos de avião mais de 20 vezes e sempre viajava de vestido. Não só porque sentia bastante calor mas porque vestido não aperta a barriga.  Enquanto as calças jeans incomodam bastante durante longas viagens.

E lembre que se estiver fazendo calor e estivermos em um lugar com roupas apertadas, quentes ou pesadas, e ainda por cima estivermos grávidas, com certeza poderemos desmaiar e passar mal, então sempre tenha roupa leve, é um conselho importante porque eu fui para lugares super quentes e as roupas leves que usei fizeram uma grande diferença.

A mulher gestante precisa muito respirar e estar confortável, e por isso, roupas leves – mas eis aqui o grande detalhe, procure usar roupas de algodão, sim, é o melhor tecido porque a pele respira e isso faz bem para você e claro, para o bebê também. 😀

#06 – Movimente-se!

Dentro do avião, a promiscuidade é grande, o espaço e o conforto são simplesmente raros e caros. Ficar parado dá uma agonia e ainda mais porque parece que nunca vai se chegar ao destino, e aí? Fazer o que pra poder sair da poltrona e aproveitar os espaços dos corredores? Aconselho negociar os assentos que ficam de frente com as paredes (lugares reservados para os berços), pois não é todo mundo que consegue viajar na primeira classe, não é verdade?

Quando for possível, levante e ande nos corredores pelo menos uma vez por hora.

Lembrando que ativará a circulação sanguínea e acalmará as dores nas pernas. Também, aconselho bastante usar meias de compressão, elas ajudam e muito. Existem aí pessoas que falam que não é bom porque aperta e dificulta a circulação sanguínea, não é verdade, elas são feitas e testadas, claro, dependendo da marca, e servem para aliviar a dor e o desconforto. Como eu utilizei muito eu sei o que estou falando e garanto que vai ajudar e aliviar um bocado!

#07 – Se alimentar e se hidratar bem durante o voo

É muito importante comer: eu sempre segui esses conselhos médicos, porque durante os voos, nós grávidas, temos a tendência de ficarmos mais tontas e enjoadas e não é a melhor sensação não. Comer me ajudou muito a evitar enjoos e tonturas e também, claro, beber líquidos, principalmente água, sempre que possível pedir.

Eu nunca tive nenhum tipo de enjoo ou náusea durante os voos, não sei se é por que já sou acostumada ou se foi sorte mas é bom seguir as dicas do que fazer para evitar enjoos.

Muito importante prestar atenção em um detalhe, eu sempre comi de tudo, bebi de tudo e adoro provar comidas diferentes mas durante a gravidez temos que ter todo o cuidado do mundo, até porque em países desconhecidos a comida pode causar infecções e até estarem contaminadas ou até mesmo a água potável pode não ser tão potável assim, causando aí um problemão.

Separei também alguns itens essenciais pra não deixar de levar na bolsa:

  • Barras de cereais
  • Garrafa de água
  • Exames pré-natal
  • Documentos
  • Carta escrita e assinada pelo médico
  • Medicamento e receita
  • Telefone de contato e endereço de hospitais no destino
  • Telefones de contato emergencial

gravida agua

http://goo.gl/pCQIiX

#08 – Infraestuturas e seguro de viagem:

Depois de ter escolhido a companhia aérea e antes de comprar as passagens, sugiro pesquisar sobre o país da viagem: Como são é infraestutura? Tem bons hospitais? Falam inglês ou minha língua materna?

Sempre que viajei grávida, pesquisei sobre os hospitais e/ou clínicas do lugar para aonde viajava. Pesquisava sempre antes de embarcar para o país, pesquisando pela internet, site de expatriados e procurava hospitais que atendiam em inglês ou até em francês. Pode parecer um detalhe mas poder conversar em nossa língua ajuda bastante durante um período de alto estresse, Já pensou em conseguir uma consulta no hospital, conversar sobre dúvidas, parto e outras coisas em uma língua que você não fala bem o suficiente, ou pior, usando um aplicativo de tradução? Até que existem alguns que funcionam, mas nada melhor do que falar em uma língua materna ou fluente.

Contratar um seguro de viagem que cobre um nascimento prematuro ou qualquer outra surpresa é super importante.  O seguro deve cobrir a mãe e o bebê. Durante o nosso tour pela Ásia, eu fazia exames sanguíneos e ultra-sons todos os meses. Sabendo o valor de cada um, aconselho muito contratar um seguro de viagem que mesmo cobrando todas as taxas do nascimento, que podem ser altíssimas, ainda assim sairá mais em conta do que gastar por conta própria, então, não hesite em contratar um seguro e ficar de cabeça fresca. O ultra-som custava mais de 300 reais e um simples exame sanguíneo custou mais de 500 reais, apenas para ver as principais doenças graves durante a gravidez: toxoplasmose e rubéola.

E então, vamos là ? Qual será a próxima viagem ?

  1. Primeiramente, parabéns pelo post, foi muito esclarecedor! Gostaria de saber com qual seguradora você fez seus seguro viagem para gestante. Estou indo viajar semana que vem e estou com muitas dúvidas. Abraços.

    • Familia Sem Fronteiras says:

      Bom dia Larissa,

      Fico feliz de ter te ajudado. Criei o blog justamente por isso :)
      Durante a duas gravidezes, viajei sem seguro. Nenhum.
      Sendo francesa, tenho um seguro social ou seja um plano de saúde que me da direito a consultas em vários países da Europa, de grqça. Acabei deixando de pegar um seguro >>

      Por onde ira ?

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